Os Artistas e suas Criações

ANDREW MYERS - ARTE DE PARAFUSO

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Andrew Myers fez uma criação de entrar em parafuso: o artista alemão utiliza até 15.000 pequenos parafusos para formar rostos ao detalhe, fazendo uso da volumetria e da cor. Conheça aqui o trabalho do artista residente na Califórnia.



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© Andrew Myers, "Screw Art".
Andrew Myers tornou-se um nome um pouco mais conhecido quando o seu projecto "Screw Art" foi eleito um dos projectos mais inspiradores de 2011, pela My Modern Metropolis, um website de arte moderna. O artista nascido em Braunshwig, na Alemanha, cresceu em Espanha, sob o clima continental europeu e influenciado pela arquitectura mais clássica. Apesar de esta faceta mais tradicional ter influenciado o seu crescimento artístico, Myers inspira-se também no design moderno para as suas peças.                                                                                                                                                                                          Ao observar as imagens de "Screw Art" de Andrew Myers, é inevitável pensar naqueles pequenos objectos de decoração modernos: as caixas de pregos em que, ao fixarmos a nossa mão (ou qualquer outro objecto), os pregos tomam a sua forma, como um molde instantâneo que se desfaz num segundo. Inspirado ou não por estes pequenos objectos, Myers cria peças minuciosas que refletem a sua dedicação e inclinação para o detalhe.
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© Andrew Myers, "Screw Art".
Em vez de pregos, Myers utiliza parafusos nas suas criações. Um a um, ele aparafusa as pequenas peças, dando volumetria aos seus rostos e pintando-os de forma a dar não só cor, mas também sombra aos seus quadros. O resultado são figuras com relevo, detalhadas na sua execução e que nos surpreendem quando nos aproximados: cada ponto é colocado com uma precisão milímetrica e na tonalidade correcta, juntando a aspereza do material à suavidade e fluidez das figuras que se desenham. No total, Myers chega a utilizar 15.000 parafusos por quadro, cada um colocado à sua profundidade num painel de madeira.
"Como artista, procuro aumentar o meu conhecimento da arte e da vida, ultrapassar sempre os limites da criatividade e retribuir o amor e a paixão que me foi dada". Esta é a declaração do artista, o ponto de partida para as suas instalações, telas, vídeos e esculturas. Com 20 anos, mudou-se para a Laguna Beach College of Art and Design, sem nenhum estudo formal de arte. Aí, desenvolveu as suas capacidades de escultura e pintura figurativa durante dois anos e meio, resultando o seu estilo numa combinação de técnicas inovadoras de grande atenção ao detalhe.
Mais recentemente, Myers tem elaborado trabalhos por encomenda, como para a Igreja Católica de St. Catherine e para a cidade de Laguna Beach. A sua arte já apareceu em diversos media, como o LA Times' Coastline Pilot, o OC Register's Laguna New Post, a H Magazine e a NBC San Diego. ficou em primeiro lugar em Escultura no Festival Sausalito Arts e em segundo lugar no Sculptural Pursuit Maganize's National Sculpture Competition.
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".
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© Andrew Myers, "Screw Art".


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Artista estimula as pessoas a doarem materiais recicláveis como uma forma de intervenção na instalação

 Vik Muniz reproduz a Baía de Guanabara com lixo (Christophe Simon/AFP                                                                         A Baía de Guanabara, reproduzida com milhares de dejetos, é a mais recente instalação do famoso artista plástico brasileiro Vik Muniz, em construção perto do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), durante a conferência Rio+20. É preciso subir em uma passarela a 10 metros do chão para apreciar a baía reconstruída com materiais recicláveis, como garrafas e sacolas plásticas, latas de cerveja e refrigerantes, embalagens de leite e envoltórios diversos.instalação de 30 x 40m começou a ser construída na sexta-feira e prosseguirá até o fim da cúpula, que reunirá entre 20 e 22 de junho mais de 130 chefes de Estado e de governo do mundo inteiro. Cabe ao público da Cúpula dos Povos, evento paralelo organizado pela sociedade civil no Parque do Flamengo, onde fica o MAM, levar o lixo utilizado para montar a instalação. "As pessoas podem apenas observar a obra ou participar, colocando elas próprias o material na instalação, sob a orientação dos monitores da minha equipe", explicou neste sábado à agência France Press o artista, de 50 anos. 


"Não vou mudar o mundo com isto, mas é um espaço de reflexão sobre a cidade, a oportunidade de questionar o que podemos fazer com estes materiais aos quais não damos nenhuma importância", afirmou.
"É uma construção estética coletiva a partir de coisas feias. O objetivo é convidar o público à criação desta imagem", acrescentou Muniz, que mora entre o Rio e Nova York.Muniz é conhecido por usar alimentos e lixo reciclado em suas obras de arte. Nascido em São Paulo, o artista tem entre suas peças mais conhecidas três réplicas de Leonardo Da Vinci: duas Mona Lisa feitas com geleia e com pasta de amendoim, e A Última Ceia feita de açúcar, arames e calda de chocolate.
No documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar, Muniz revelou ao mundo os catadores de recicláveis no lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro, o maior da América Latina, fechado este mês. O filme foi exibido em uma grande exposição dedicada ao artista em Avignon (sudeste da França). "Fiz algo parecido em Avignon: do alto de uma passarela instalada na igreja dos Celestinos, podíamos ver uma paisagem de ramos, flores secas e aromáticas, sob o modelo do semeador de Van Gogh. Cheirava muito bem, à Provence", lembrou.        Com Agência France Press
  



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