Os Mestres da Pintura Brasileira

  Cândido Portinari
  Pintor brasileiro                                                   

Informações biográficas de Cândido Portinari:

Data do Nascimento: 29/12/1903
Data da Morte: 06/02/1962
Nasceu há 108 anos
Morreu aos 58 anos
Morreu há 50 anos

       Biografia de Cândido Portinari



Cândido Portinari (1903-1962) foi um pintor brasileiro. Autor de quase cinco mil obras, entre elas os painéis "Guerra e Paz" da sede da ONU em Nova York e o mural da Biblioteca do Congresso em Washington. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, onde começou a se destacar. Passou dois anos em Paris que foram decisivos para criar o seu estilo. As exposições coletivas no Museu de Arte Moderna de Nova York, na década de quarenta, ao lado de artistas já consagrados, abrem o caminho para individuais em Nova York.
Cândido Portinari (1903-1962) nasceu em Brodowski, no interior de São Paulo, no dia 29 de dezembro de 1903. Filho dos imigrantes italianos Batista Portinari e Domênica Torquato. Aos seis anos já começa a desenhar. Não concluiu o curso primário. Aos 14 anos participa da restauração da Igreja de Brodowski. Aos 15 anos vai para o Rio de Janeiro estudar no Liceu de Artes e Ofícios e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes onde estuda desenho e pintura. Logo se destaca e aos vinte anos expõe pela primeira vez no salão da Escola de Belas Artes.
Em 1923 ganha três prêmios com o retrato do escultor Paulo Mazzucchelli no Salão da Escola de Belas Artes. Em 1924 participa do salão com o quadro Baile na Roça. Em 1928 participa com o retrato do poeta Olegário Mariano, onde ganha como prêmio uma viagem para Europa. Em 1929 antes de viajar faz uma individual com 25 retratos.
Cândido Portinari viaja para Itália, Inglaterra, Espanha e Paris. Visita museus, faz estudos e quase não pinta. Passou dois anos em Paris e descobre a pintura moderna da Escola parisiense. Em 1930 conhece Maria Martinelli uma uruguaia de 19 anos, radicada em Paris e logo se casam. Em 1931 volta ao Rio de Janeiro.
Teve o seu quadro “O Café” premiado na mostra internacional, promovida pelo Instituto Carnegie de Nova York em 1935. A partir de então, sua obra passou a ser conhecida internacionalmente. Pintou os painéis Guerra e Paz da sede da ONU em Nova York e o mural da Biblioteca do Congresso de Washington. Suas pinturas que mais se destacaram: “São Francisco de Assis”, “A Primeira Missa no Brasil”, “Tiradentes” e a “Chegada de D. Jogo VI ao Brasil”. Entre os retratos que pintou, os mais famosos são: o da mãe do pintor, o de Mário de Andrade, o de Olegário Mariano. Ilustrou também Graham Greene e André Maurois, para as edições de luxo da Livraria Gallinard.
Portinari gozava de merecido renome internacional, recebendo convites para exposições e encomendas de trabalhos de todo mundo. Morre em 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação das tintas que utilizava.
Relação das principais obras de Portinari:
- Meio ambiente
- Colhedores de café
- Mestiço
- Favelas
- O Lavrador de Café
- O sapateiro de Brodósqui
- Meninos e piões
- Lavadeiras
- Grupos de meninas brincando
- Menino com carneiro
- Cena rural
- A primeira missa no Brasil
- São Francisco de Assis
             -Os Retirantes
http://www.e-biografias.net/candido_portinari/
                                                                                               
                                                            O lavrador de café


                                                                 O Mestiço / 1934


                                                                         Café


                                                           O sapateiro de Brodowski / 1941


                                                      Meu primeiro trabalho / 1920

Fotos Fonte:Sua pesquisa.com
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                                                                                                                                                            Anita Catarina Malfatti nasceu em 1889 na cidade de São Paulo e cresceu com a cidade progredindo a sua volta, vendo São Paulo ‘antigo’ tornar-se uma metrópole. Filha de mãe norte-americana e pai italiano foi à Itália com três anos para uma intervenção cirúrgica no braço e na mão direitos, atrofiados congenitamente e voltou ao Brasil após longa e difícil adaptação em 1894, praticamente sem melhoras. Anita não pode se livrar da atrofia então adestraria mais tarde a mão esquerda.

Formou-se em 1908 pelo Mackenzie, e começou a lecionar, ajudando a mãe, que quando tornou-se viúva, passou a dar aulas de idiomas e pinturas. A fim de estudar pintura, embarcou para a Alemanha, em 1910 ingressava no atelier Fritz Burger e no ano seguinte matriculava-se na Academia Real de Belas Artes, em Berlim.

Na adolescência procurava seu caminho, dirigia seu interesse para a arte, queria saber se “tinha ou não talento”, de inicio pensou na poesia, mas esse se revelou ser “na cor e na pintura”. Anita vinha de uma família de engenheiros e construtores, que desenhavam frequente4mente, por conseguinte acostumou-se cedo ao lápis, ao nanquim, e mesmo ao óleo. A primeira tela de Anita retrata a cabeça de um velho com uma enxada no ombro, em cores terrosas mais ou menos entre 1909 e 1910.

Em 1912 teve a revelação da arte moderna através das originais de Cezane, Gauguin, Van Gogh, Matisse e Picasso, e seria a primeira artista brasileira a perceber e absorver a nova arte, trazendo-a para o Brasil. Na Europa a revolução no campo da arte vinha de longa data e Malfatti viveu nesse meio até 1914, justamente o período de amadurecimento do expressionismo. Quando chegou a Europa Anita viu “pela primeira vez a pintura”, ao visitar os museus ficou ‘tonta’, e não se atrevia a pintar, desenhou seis meses “dia e noite”. passou a se encaminhar intuitivamente para formas mais atualizadas de pintura, assim a mais marcante manifestação de 1912 a atingiu, a grande retrospectiva da arte moderna em Colônia, e no verão de 1912 começou sua procura dentro da arte moderna.

Regressou em 1914 ao Brasil, realizando sua primeira exposição individual em 23 de maio, mostrou uma linguagem nova ainda em formação. No fim desse ano viajou para os Estados Unidos em busca de aprimoração de sua técnica, ingressou em uma academia para continuar os estudos, mas se desapontou como método, até que encontrou um filosofo incompreendido e que deixava os outros pintar à vontade, Anita Malfatti vivia encantada “com a vida e com a pintura”. O ano de 1916/17 teve um marasmo no meio artístico, as ocasiões para expor eram raras, mas quando apareceram, Malfatti delas participou.

Em 1917 participa do Salão Nacional de Belas Artes e de uma exposição organizada por Di Cavalcanti, que a princípio foi bem recebida, mas Anita sentiu-se atingida pelo ataque de Monteiro Lobato, efetuando assim em 1919 um recuo estático, que demonstra sua insegurança. Nesse período de depressão, de3 1918 a 1921 aproximadamente, sua pintura mostra grandes modificações, a partir até da temática, se interessa por natureza morta, o que chega a ser um ‘nacionalismo’ tipo ‘caipira’.

Anita era uma das expositoras da mostra realizada no Teatro Municipal de São Paulo como integrante da Semana da Arte Moderna em fevereiro de 1922 e no mesmo ano, em junho, passou a integrar o grupo dos cinco.

Outra vez seguiu para a Europa em 1923, freqüentando cursos livres de artes, academias e ateliês. Sua procura por uma arte moderna sem excessos não agradou aos modernistas brasileiros que aos poucos foram se afastando da pintora, que com ou sem dúvidas, não deixou de trabalhar com a cor. Essa fase de procura – 1926 e 1927- Anita se apresentou sistematicamente a critica, nos salões e em uma individual. No ano de 1929 declarava à imprensa ter resolvido fazer sua exposição mais completa, com obras anteriores e recentes reunidas.

Foi um dos 39 membros fundadores da SPAM e organizou o carnaval na cidade de SPAM em 16 de fevereiro de 1933. Em 1935 e 1937, realizou duas individuais onde o problema da procura de compradores continuava subjacente, a de 35 tinha um catálogo cuidado com a relação de obras expostas, o que foi raro em sua carreira.

A individual de 1945 mostra bem os temas que interessavam a Anita Malfatti nos anos 40: retratos e flores, paisagens e cenas populares. A primeira retrospectiva de Anita ganha lugar no Museu de Arte de São Paulo em 1949 e em 1951 participa do I Salão Paulista de Arte Moderna e da I Bienal da São Paulo.

A mãe de Anita falecera e isso a levou e se desligar do meio artístico, porém em abril de 1955 apresentou, numa individual no Museu de Arte de São Paulo, sua produção recente, desses anos de retiro, e fazia questão de reafirmar que agora “faz pura e simplesmente arte popular brasileira”.

Anita Malfatti faleceu a seis de novembro de 1964, após ter recebido, no ano anterior, uma exposição na Casa do Artista Plástico e uma sala especial na II Bienal de São Paulo.
Rochedos (Monhegan Island). 1915. oléo s/ tela (60x74) .Col. Guilherme Malfatti, SP

A estudante russa. 1915. óleo s/ tela (76x61). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.


                                    A Onda. 1915-17. óelo s/ madeira (26,5x36). Col. Paulo Prado Neto, SP.

A boba. 1915-16. Óleo s/ tela (61x50,5). Col. Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.


 A mulher de cabelos verdes. 1915-16. óleo s/ tela (61x51). Col. Ernesto Wolf, SP.
O Barco. 1915. óleo s/ tela (41x46). Col. Raul Sousa Dantas Forbes, SP


 O Farol. 1915. óleo s/ tela (46,5x61). Col. Chateaubriand Bandeira de Mello, RJ.

O homem de sete cores. 1915-16. Carvão e pastel s/ papel (60,7x45). Col. Roberto Pinto de Souza, SP.


Rochedos (Monhegan Island). 1915. oléo s/ tela (60x74) .Col. Guilherme Malfatti, SP

                                                                                                                                                                 

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